domingo, 27 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015


Começo o blog sobre a retrospectiva vendo uma foto que postei no facebook a um tempo, junto a uma reportagem sobre a crise da saúde no país, vendo recentemente uma foto da cidade de Santos cheia da lixo, a onda de violência na nossa região, reafirmo a minha vontade de colocar essa faixa: "Vendo esta empresa, motivo: Cansei do BRASIL!"
Chegamos no final do ano de 2015 e chega também o período de fazer uma reflexão do ano que passou e planejar o que estar por vir, este eu já contei a vocês. agora vou contar a minha retrospectiva de 2015 (que eu lembrei);

Dezembro - Viagem à Brodowski (cidade do famoso pintor Portinari), um grande casamento de uma grande amiga da Claudia com direito à queima do alho (não é alho assado) é a comida de comitiva;

Novembro - Casamento do meu irmão, uma verdadeira novela mexicana (das vésperas até a lua de mel no México), mas que no final deu certo! Não seriam alguns dias que estragariam anos de relacionamento que superaram até mesmo um oceano de distancia;

E mais uma cirurgia no ouvido de um problema que me incomodava a tempos, e que deu tudo certo.

Outubro - iluminação e revelação: foi nesse mês em que completei 25 anos (1/4 da vida) tive a coragem de adiantar uma meta que até então era de aposentadoria (morar em Portugal) e compartilhado com minha companheira esposa, e revelar aos meus pais, irmão, sogros e alguns amigos próximos. Alguns torceram o nariz, mas é a preocupação claro.

Setembro - fim de um ciclo da minha esposa como veterinária, encerrando as atividades do RealVet e a ultima tentativa em investir num projeto no Brasil, a Akmos, que tinha tudo para dar certo, mas não deu!

Agosto - início da reforma do apartamento, que durou no total quase 3 meses, que não foi 100% como gostaríamos mas até que bem sucedido: área da churrasqueira, banheiro, quarto de hóspede e pintura total finalizados.

Julho - iniciei um projeto antigo que era de voltar a fazer inglês, e até que estou gostando. Acho que tinha trauma, espero que consiga concluir.

Junho - saída do grupo do BNI Santos, grupo este que foi um divisor de águas depois do Empretec-Sebrae. Não para os negócios, mas sim para o meu desenvolvimento pessoal, aumentando em 1000% meu networking de grandes empresários e me obrigando a aprender a falar em público. E será ele a minha porta de entrada no Porto.E DayCoaching que me fez refazer minhas metas e foi um estopim para o grande projeto de sair do país.

Maio - mês em que minha esposa fez a cirurgia da retirada do cisto no ovário e que também deu tudo certo, e agora está tudo ok para nosso plano de termos um baby. A ideia era te-lo(a) antes de ir para Portugal, mas o zika virus nos preocupou e decidimos ter já em Portugal.

Abril - cruzeiro em família, uma viagem muito gostosa e possivelmente uma das últimas que reuniu quase a grande família toda da minha esposa.

Março - conclui a faculdade, finalmente, com os workshopings que faltavam e a eletiva que me exigiram injustamente,

Fevereiro - inauguração de um lindo e complicado projeto que foi um desafio e aprendizado. Com o Taioba Gastronomia foi onde pude colocar em prática meus conhecimentos de Marketing e Empreendedorismo, e mais do que uma empresa desenvolvi junto com meu sócio uma marca. Pude conviver também com um dos maiores chefs do país. Aprendi também que tudo deve ser planejado por melhor que seja a intenção.

Janeiro - comecei o ano com o pé esquerdo, literalmente! Enfiei a perna num antigo deck de madeira que tinha na piscina do prédio e fiquei preso por alguns minutos, mas que tudo certo sem maiores problemas.

Fiz a retrospectiva de trás para frente pois achei que seria mais interessante. Recorri ao facebook para relembrar os fatos que marcaram 2015. Sempre brinco que tem "males que vem para o bem", talvez se o país estivesse bem como estava 5 anos atrás, eu me acomodaria e ficaria por aqui mesmo. E você já pensou como foi seu ano? Gratidão! E um ótimo 2016 a todos. Abraços.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Planejamento

Olá pessoal, como de costume, sempre começo com fatos que presenciei ou aconteceram comigo e que me fazem cada vez mais ter a certeza do que eu quero. Chega essa época do ano, Natal e Ano Novo seguido de férias, o país onde as leis já não funcionam bem e a educação não existe, vira uma terra sem lei. Pode tudo! Pode parar o carro em qualquer lugar, pode passar na frente na fila, pode jogar ainda mais lixo no chão, pessoas folgadas que não te dão licença, sem carrinhos, produtos jogados. Em fim tudo isso em um desafiador teste de paciência e resistência dentro de atacados com filas astronômicas e em pleno calor 40 graus de verão. O trânsito? mais um teste de paciência! Essa época esquece-se qualquer aula de auto escola: setas são ignoradas, fechadas, falta de lugar para estacionar na rua e em seu próprio prédio. Além dos preços dos produtos, aumenta também a violência, liguei a TVe o jornal da Atribuna anuncia 2 mortes no mesmo farol num espaço de 2 horas executados por um menor que não pagará pelo seu crime.

Esquecendo um pouco os problemas do presente e pensando no futuro. E definindo o que você traçou como missão, visão e valores; e com a visão definiu-se as metas (onde você quer chegar) devemos pensar em "como chegar", pensando sempre nos obstáculos (riscos). Para isso eu compartilho com vocês uma ferramenta excelente que aprendi no EMPRETEC do Sebrae-SP para definir uma meta e executar o planejamento, que se chama SMART:

S pecific (Específica) - Qual é a meta de forma clara?
M easurable (Mensurável) - Quanto é a sua meta?
A ttainable (Atingível) - É possível?
R elevant (Relevante) - Porque é importante?
T ime-bound (Temporizável) - Qual é o prazo?

Minha meta:
S: Mudar para uma casa de 3 quartos na cidade de Ermesinde, à 7km do Porto. E fazer um investimento de renda fixa.
M: $26 mil euros
A: sim é possível!
R: ter uma vida com mais qualidade para mim e minha família (já falei o que é qualidade de vida no meu ponto de vista)
T: até 31/12/2017

Vocês entendem a diferença da minha meta: "Mudar para uma casa de 3 quartos na cidade de Ermesinde, à 7km do Porto e fazer um investimento de renda fixa com 260 mil euros até 31/12/2017 dependendo da venda dos bens, buscando ter uma vida com mais qualidade para mim e minha família (futuramente filhos)" com: "Eu quero sair desse país!" (escuto muito isso), mas poucos tem a coragem e planejamento de fazer. Claro que existem metas muito mais simples do que mudar para um país e recomeçar a vida, mas é possível sim avaliando caso a caso, veja o meu planejamento de forma reduzida buscando responder cada uma das perguntas: (como? quanto? quem? quando?)

1) Vender imóvel comercial (dezembro);
2) Encerrar participação de uma empresa (janeiro)
3) Vender participação de outra empresa (fevereiro-abril);
4) Vender 1 dos carros (abril);
5) Anunciar venda do apartamento (abril/16 a abril/17);
6) Período de reconhecimento: ficar 2 meses para escolher região e oportunidades de trabalho (junho e julho);
7) Vender outro carro (maio/17)
8) Comprar passagem, alugar apartamento e mudar para o Porto para um imóvel alugado;
9) Comprar e reformar casa na Holanda (investimento);
10) Comprar uma casa de 3 quartos em Ermesinde;

Complicado? Desafiador? Arriscado? Quando temos o passo a passo bem  definido, embora existam mudanças de última hora, sempre é mais fácil. Atualmente estou do passo 1 para o 2, rumo ao 10! Pessoal desejo um bom natal à todos e um ótimo 2016 com muitas metas para serem atingidas!

Um grande abraço!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Porque Porto-Portugal?

Essa semana fui à uma audiência trabalhista no fórum (minha primeira) e se já não bastasse o stress, uma outra funcionária com 45 dias fazendo exigências disso e daquilo como se ela trabalhasse a anos e nossa empresa fosse uma multinacional.  E Cheguei a conclusão de que o empresário no Brasil é uma pessoa de muita coragem e paciência, pois tem o governo como sócio que só retira através de impostos e nada faz; tem os sindicatos como advogado do diabo que pensa apenas nos direitos dos trabalhadores e nenhum do comerciante e os clientes que a qualquer custo desvalorizam o nosso trabalho a fim de barganhar um preço melhor, é como estar num tiro-teio no cruzamento, pressão para todos os lados! 

Feito o meu desabafo (por isso também criei esse blog rs), venho me aprofundar no porque escolhi Porto, Portugal como meu novo destino. Minha prima disse-me uma vez, durante conversa sobre minha mudança, que era importante mudar de dentro para fora, pois caso contrário qualquer que fosse o lugar os problemas continuariam, ou seja no dito popular: "Não adianta fugir dos problemas". Pois bem, concordo! Só que no meu caso, para solucionar os meus problemas: qualidade de vida pessoal e familiar (futuramente filho), stress social (falta de educação) e profissional (como empresário), é necessário uma mudança de hábitos e habitat, pois não posso fingir que vivo numa bolha e que está tudo bem (outro desabafo? rs)

Minha escolha foi baseada nos 4 fatores de riscos que criei e a adotei como verdade (do post anterior):

1) Legalidade: como disse sou cidadão português, portanto tenho os mesmos direitos que qualquer europeu, claro desde que eu cumpra com os deveres;

2) Sociabilização: tenho avó, tia, primas e primos espalhados por todo Portugal, porém foi com um primo (terceiro grau) do Porto que tive mais afinidade (lembrei do BBB), acredito que seja pela faixa-etária de 30 anos;

3) Estabilização: depois a adaptação, esse é um dos principais fatores que pensei, pois o custo de vida é muito baixo em Portugal, possibilitando viver melhor com a minha renda da Holanda, e até mesmo com investimentos no Brasil. Além do que a língua facilita a entrada no mercado de trabalho. Conheço o caminho das pedras para encontrar o trabalho que desejo (boa comissão + flexibilidade), que é o Networking, ou seja quanto mais pessoas (empreendedores) você conhecer, mais fácil será! E com o BNI e o Mastermind (que também tem em Portugal) irá facilitar esse processo. Além do que o Porto tem uma ótima infraestrutura para desenvolvimento familiar e profissional, ficando atrás apenas de Lisboa.
É natural que ao falar sobre a minha ida à Portugal, todos pensem logo de cara que estou indo para Lisboa, a capital. Porém mesmo com algumas vantagens, acredito que seja o foco da maioria, então resolvi pensar fora da "caixa" e ver oportunidades que Lisboa não me oferece;

4) Adaptação
a) Língua: é claro que o Português de Portugal com o do Brasil tem muitas diferenças, algumas bem engraçadas, e não só o sotaque. Mas é mais fácil do que aprender por completo uma nova língua, embora o inglês seja necessário atualmente. Vejam algumas das diferenças

Português do Brasil
Português de Portugal
abridortira-cápsulas
açouguetalho
aeromoçahospedeira de bordo
apostilasebenta
balarebuçado
banheirocasa de banho
cafezinhobica
caixa, caixinhaboceta
calcinhacueca
carteira de identidadebilhete de identidade
carteira de motoristacarta de condução
celulartelemóvel
conversíveldescapotável
faixa de pedestrespassadeira
filafila ou bicha (gíria)
geladeirafrigorífico
grampeadoragrafador
história em quadrinhosbanda desenhada
injeçãoinjeção ou pica (gíria)
meiaspeúgas
ônibusautocarro
pedestrepeão
ponto de ônibusparagem
professor particularexplicador
sanduíchesandes
sorvetegelado
sucosumo
tremcomboio
vitrinemontra
xícarachávena


Praia da Aguda-melhores praias do norte de Portugalb) Clima: Eu e minha esposa preferimos o frio do que ao calor (não tão frio), mas Portugal assim como os outros países da Europa tem estações bem definidas, ou seja o verão pode chegar aos 35 graus e no inverno 5 graus (diferente daqui que o verão chove e o inverno faz calor), o clima mediterrâneo é mais ameno, dessa forma pode-se desfrutar de belas praias (com mar mais gelado) como a praia de Aguda, em Vila Nova de Gaia e desfrutar da neve como na Serra da Estrela.

Resultado de imagem para caldo verde portoc) Gastronomia: Esse é meu ponto fraco, amo a gastronomia de Portugal! Lá tem um prato de bacalhau para cada dia do ano, mas o Porto tem suas particularidades reginais, vejam:
- Vinho do Porto (que é feito em Gaia): adoro e uso até para cozinhar
- Bacalhau à gomes de Sá
- Sabe o caldo verde? É de lá..no frio é muito bom!
- Tripas a moda do porto: nunca comi, mas parece a nossa dobradinha;
- Francesinha: é o fast-food do Porto
- Enchidos: alheira (linguiça feito com pão, vinho, alho e ervas) é uma das minhas favoritas
- Doces: pão de ló e o pastel de nata (que é de Belém), mas tem também no Porto

d) Xenofobia: Fui ao longo da minha vida 5 ou 6 vezes para Portugal, e em todas fui muito bem tratado. Não sei se é porque fui como turista, mas é até que natural se você for para lá trabalhar e "roubar" uma vaga de emprego, pois você se sujeita a receber e fazer qualquer coisa, que não gostem de estrangeiros. E aqui no Brasil não é diferente. Falamos à todos que somos um povo miscigenado e que não temos pré-conceitos, MENTIRA!
Acredito sermos um dos mais preconceituosos do mundo, preconceito de raças (os negros sabem!), regionalismo (os nordestinos sabem!), religião (os umbandistas sabem!),  sexo (as mulheres sabem!), classes (os pobres sabem!)..em fim, a lista é grande. E com o estrangeiro não é diferente, principalmente aqueles que querem impor a sua cultura em outra, acredito que a luta não deve ser por igualdade e sim respeito às diferenças.
Mas diferente do Brasil, onde os comerciantes não podem ver um estrangeiro que já superfaturam e cobram até em euro ou dólar, lá não se vê muito isso, existe uma certa honestidade, isso eu percebi também em outras experiências internacionais.

e) Gostos
- Música: esse não é o ponto forte de Portugal, mas gosto muito do Fado. Para quem não conhece parece MPB com Arroxa kk (no sentido da sofrência). Vale lembrar que Portugal é porta de entrada de artistas brasileiros na Europa, portanto sempre tem show (acessíveis) de cantores brasileiros;
- Cultura: amo a cultura e a história dos países e locais, e ao contrário do Brasil, Portugal é muito rico! Sabiam que a cidade do Porto foi quem deu origem ao nome Portugal (Porto Cale)? No Brasil explora-se muito a natureza, nos EUA as compras e na Europa a cultura! Adoro andar (sem pagar nada) e esbarrar com monumentos históricos que nos dizem muito o que somos hoje;
- Esporte: o futebol é muito forte, com certeza irei com mais tranquilidade do que aqui à um jogo (talvez até da UEFA) no estádio dos dragões como é chamado o do Porto. Aqui no Brasil como São Paulino, fui só 1 vez ao Morumbi (joguinho da copa do Brasil) e na Vila Belmiro, sentado na torcida do Santos, sem poder torcer para meu time. Outros esportes como basquete também é bastante praticado por lá.
- Viagem: sempre falo à todos que não irão me ver com melhores roupas, calçados, relógios e celulares, mas irão me ver em muitos lugares! Minha paixão é viajar, de preferência para novos lugares, embora que com 25 anos já tenha conhecido muitos lugares fora (14 países) e também dentro do país, tenho muitos outros ainda na minha lista, como por exemplo a Ásia.
E estando em Portugal, a Europa torna-se meu quintal! Diferente daqui que uma passagem para o Rio de Janeiro, você não paga por menos de R$300,00 (tarifa normal), lá você viaja do Porto para Paris por 10 euros (que roubalheira)! Dessa forma posso passar o natal em Paris e o ano novo em Londres, o que é muito legal. Em todos os lugares do Brasil que conheci, poucos me encantei (não é querendo ser antipatriota), mas é o meu gosto, respeito quem gosta!

Acredito ter argumentos suficientes para escolher Porto-Portugal como meu novo país. Semana que vem falarei sobre o meu planejamento. Um grande abraços a todos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A "escolha"

Olá pessoal, hoje me deu vontade de colocar no papel ou melhor na internet (penso em futuramente em transformar esses posts num livro) pouco mais sobre minha meta de mudar para Portugal.

Embora o título do blog chama-se: "fui para Portugal", ainda me encontro no país onde as coisas pouco acontecem. É natural que quando estamos com a ideia fixa de mudar sempre encontramos, ou melhor, evidenciamos (porque eles sempre existiram) mais problemas, e comigo não é diferente. Questões como: poluição, educação, violência, política, saúde, infra-estrutura, desrespeito, em fim várias, e que me fazem refletir e tomar consciência das razões que me fizeram fazer essa escolha, que não é fácil.

Nesse final de semana durante uma festa de casamento soube por alto que um dos convidados era Português e já mora no Brasil alguns anos e diz que nunca mais voltará para Portugal e que lá é um lixo. Bem, não sei a história dele, o que fazia, onde morava, em fim, é preciso entender que nenhum lugar é perfeito, a final não existe país com IDH 100% (Portugal é o 43 entre, contra a posição 75 do Brasil os 188 países). 

Meu pai é português, minha sogra é portuguesa, meu sogro italiano, minha avó materna era espanhola e meu avô materno italiano, e porque esses e milhares de estrangeiros saíram de seus "ótimos" países e vieram para o Brasil? Em busca de um sonho, de oportunidades que não encontravam durante guerras e pós-guerras, esse era o contexto em que viviam, portanto é necessário entender o contexto e não simplesmente o país, as vezes os motivos são familiares, falta de oportunidade ou qualidade (meu caso) em fim não se pode julgar um país por alguns nativos, para alguns o Brasil está ótimo! Para mim, não. Então, os incomodados que se mudem não é assim? E a decisão de mudar de país, ao invés de cidade ou estado, é que acredito que o problema está na raiz, ou seja, na cultura do "jeitinho brasileiro", na falta de educação e respeito ao próximo, no individualismo. 

Ouvi certa vez o humorista Carioca falar que o brasileiro só se preocupa da "porta para dentro" enquanto os países de primeiro mundo da "porta para fora", e quando isso vai mudar? Agora se o seu problema é com a "crise econômica" não se iluda porque tem países que assim como Portugal não está grande coisa.

E porque escolhi Portugal? Sempre digo que não acredito em destino e que nós é quem fazemos as escolhas, certas ou erradas, de mudar ou ficar parado, e comigo não foi diferente. A ideia embrionária era de ir para Holanda, onde tenho um grande amigo que comentei no post anterior que me ajudaria na minha instalação, moradia e emprego. Ao pesquisar muito em blogs e vlogs onde é retratado diversas experiências, boas e ruins (para mim as mais importantes pois posso evitá-las ou me preparar), criei como base 4 fatores de risco para qualquer mudança seja ela dentro ou fora do país, são elas:

1 - Legalidade: é de extrema importância que o que você está fazendo seja de forma legal, embora a gente saiba de inúmeros casos de imigrantes ilegais que deram certo, trata-se de uma minoria que "comeu o pão que o diabo amassou" pois se sujeitou a "sub-empregos" e diversas restrições, bem como o medo de ir e vir. Eu não acho uma boa ideia, pois você já começa errado e a probabilidade de terminar errado é muito grande. Portanto esqueça o "jeitinho brasileiro" e faça da maneira correta. O fato de eu e minha esposa termos a dupla cidadania portuguesa foi determinante para a toma da decisão de ir para a Europa (visto que fazendo parte da União Europeia, você tem a mesma liberdade);

2 - Sociabilização: é que você conheça no mínimo 1 pessoa onde você pretende ir (de preferência um local, ou um estrangeiro com muita experiência), pois será ela que te ensinará de uma forma mais suave os seus direitos e deveres como cidadão, e também te integrará a sociedade apresentando pessoas. Isso é tão importante quanto a legalidade, pois o teu sucesso depende disso a menos que queira viver às margens da sociedade ou aprender do pior jeito, com os erros.

3 - Estabilidade: é complicado, pois bem, toda mudança ou seja sair da zona de conforto, gera uma instabilidade (no português claro: trocar o certo pelo incerto), esse é o meu calcanhar de aquiles pois tenho uma vida estável aqui no Brasil, tenho uma família (a preocupação dobra), brinco que seria melhor se não tivesse nada pois não teria o que perder (esse é o grande motivador das pessoas que se mudam, assim como nossos país e avós quando mudaram). Mas assim como um investimento, é necessário calcular riscos e pensar em como se manter sem precisar pedir "esmolas" para aquela pessoa anterior (por mais que ela queira te ajudar), e não adianta vir com aquela história: "chegando lá eu vejo", é mais um dito brasileiro do poeta Zeca Pagodinho "deixa a vida me levar", FURADA! Leve dinheiro para se manter pelo menos 6 meses sem renda, pense como fazer, se possível com entrevistas marcadas ou até mesmo emprego em vista, mesmo que não seja o que você queira para sua vida, mas que seja um começo.

4 - Adaptação: e não menos importante, é necessário que você escolha um lugar que além de condizer com seus objetivos de vida (post anterior), seja possível você se adaptar de forma agradável, para que não seja tortuoso a mudança e que te faça querer voltar para o Brasil, são 5 os pontos à se considerar:
a) Língua: falar inglês é um problema para você? (para mim é) então pense em países de origem latim (Espanha e Itália), pois o Português tem a mesma base, pois pense que a comunicação é a base de tudo;

b) Clima: temperaturas de -10C é um problema para você? Mesmo que você pense que é só durante o inverno e os imóveis tem aquecimento ou estrutura térmica, você terá que sair. Isso me faz pensar numa crônica antiga e engraçada (http://www.mdig.com.br/?itemid=994) em que o brasileiro que foi para a Pensilvânia relata a neve no primeiro dia como algo fantástico e no final como algo terrível;

c) Gastronomia: evidente que água é igual em todo lugar do mundo (não é, tem diferenças mais são poucas), porém a comida é bem diferente, e por mais que a gente saiba disso, não pensamos o quão é importante. Embora seja algo que possamos nos adaptar (a final com fome comemos qualquer coisa), escolha um local onde você encontre opções para se manter nutrido, a final uma boa saúde depende de uma boa nutrição, e você não quer viver doente não é mesmo? Lembrei agora de um ex-jogador de futebol (acho que o Viola) que quando jogou durante 1 ano no campeonato chinês, ele só comeu pizza, ele só fez isso pelo dinheiro e porque ele sabia que seria passageiro.

d) Xenofobia: o que é isso? É o preconceito com estrangeiro, prepare-se isso tem! Alguns lugares mais e outros menos, e aqui no Brasil não é diferente, não chamamos um português pelo nome e sim de "portuga", caçoamos fazendo piadas, em fim. E lá na Europa não é diferente, até porque uma parte dos brasileiros que para lá vão, são ilegais, bandidos, prostitutas, e por conta de um todos pagam o pato. Porém no meu caso como tenho a cidadania portuguesa, na Holanda seria um estrangeiro (embora seja um país com diversas nacionalidades misturadas), já em Portugal com um cartão cidadão e o sotaque já fica mais fácil, mas continuo sendo estrangeiro.

e) Gostos: algo mais genérico, porém importante como: música, esporte, lazer, cultura, pois assim como a gastronomia que destaquei anteriormente, os demais são critérios importantes para definir a permanência no novo local e não se sentir um "peixe fora d'água". Não pense que você poderá levar seus gostos para qualquer lugar, a menos que viva numa bolha. Até mesmo no Brasil, se você não gosta de axé não vá para Bahia, se não gosta de carnaval e praia não vá para o Rio de Janeiro, pensem nisso, para depois não ficar com vontade de voltar para o lugar onde "era ruim mas era bom".

Contudo, eu teria solucionado os 3 fatores de risco, indo para a Holanda, até mesmo porque irei fazer um investimento lá (que é mais rentável), mas o quarto fator pesou para que eu escolhesse Portugal e mais precisamente Porto para morar, além de ter um custo de vida muito mais barato com o meu rendimento da Holanda e até mesmo no Brasil (que é relativo com o seu ganho). Não importa o quanto você ganha e sim o quanto faz com o que ganha, o que um casal com 2 salários mínimos no Brasil (aprox. R$1500,00) faz no Brasil? Em Portugal com dois salários mínimos (1000 euros), até onde pesquisei você paga as despesas e sobra para 300 euros para comprar carro (juros de 3% ao ano novo), restaurantes, comprar roupas e juntar um pouco. Parece piada, mas um casal que conheço ganha 1000 euros vem ao Brasil 1 vez ao ano visitar a família.

Custo de vida em Portugal, no Porto, para um CASAL.
Apartamento€400
Comida€150
Luz€60
Agua€30
Combo Internet, TV e etc.€60
Total€700

Abraços e até a próxima!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Apresentação e Missão


Olá pessoal, primeiramente antes mesmo de me apresentar e compartilhar minhas idéias, venho esclarecer que esse blog foi desenvolvido mais como uma válvula de escape e um diário de bordo do que propriamente uma fonte para futuros imigrantes, já que existem blogs melhores e muito mais ricos em informações. E me desculpem pelos possíveis erros de português, pois esse não é meu forte.
Me chamo Alan Barros, tenho 25 anos, sou formado em propaganda e marketing, empreendedor, casado, morador da Praia Grande-SP. E a decisão de escrever esse blog veio após ler diversos outros blogs e canais do Youtube sobre "morar em Portugal" pois como alguns, estou pensando, pensando, sonhando e pensando sobre a possibilidade de mudar para a "terrinha". E cada dia que passa, cada notícia que vejo, tenho cada vez mais certeza de que algo está muito errado no lugar em que vivo, onde os valores se perderam totalmente. Onde os problemas sociais, ambientais e econômicos estão cada vez maior, e falta de tudo! Falta segurança, falta educação, falta respeito e saúde pública, falta tolerância e cheio de gente querendo passar a perna nas outras!







Uma vez, tempos atrás li num blog (http://projetodraft.com/por-que-sai-do-brasil-e-por-que-nao-vou-voltar/) que conta a história de um ex professor do Rio de Janeiro deprimido que se mudou para o Japão há 10 anos e que mesmo com as 1000 diferenças culturais ele não volta mais para o Brasil e que se sentia um estrangeiro em seu próprio país. E com um grande amigo que mora na Holanda não é diferente, sempre achei graça quando em algumas situações ele sempre inconformado perguntando: "Mas como?" e eu respondia: "No Brasil é assim" conformado com a burocracia "burra" de nosso país.

Mas Alan o que você procura? Você tem uma boa vida! É o que parece não é mesmo? Porém ao longo de alguns cursos e coaching que fiz e estou fazendo (PNL, Marca Pessoal, Qualidade, Empretec, DayCoaching, Coaching financeiro e Mastermind) defini para mim e minha família, hoje: eu e minha esposa, porém em breve filhos, a seguinte missão, visão e valores (sim, nós temos que tê-las bem definidas e não só as empresas e são elas que nos mostram para onde ir):

Missão:

1- Ser feliz: parece óbvio, até porque não conheço ninguém que não queira. Porém quando você tem isso muito bem definido como alvo, a final a vida é muito curta e só uma. Sempre contestei o modelo tradicional em que as pessoas tem de trabalhar 35 anos e quando se aposentar pensar em cuidar da saúde e desfrutar da tão sonhada "aposentadoria", ao invés de forma balanceada (sem excessos) fazer as duas coisas ao mesmo tempo;


2 - Qualidade de vida: vai muito de encontro com a missão anterior, porém um pouco mais além, onde para alguns é proporcional a conta bancária. Discordo mais uma vez! No Marketing usamos uma fórmula em que Qualidade = Percepção - Expectativa, ou seja, a qualidade de vida depende muito da sua expectativa. A minha é muito baseada na pirâmide de Maslow, grande psicólogo em que dividiu as necessidades humanas em 5 grupos (Fisiologia, Segurança, Relacionamento, Estima e Realização Pessoal) e sem me estender muito, é isso que eu busco e com exceção do relacionamento amoroso, no Brasil a minha percepção é muito a baixo da expectativa. Não confundam luxo com qualidade de vida. Essa, resume-se em comer, beber, dormir, ter saúde, segurança, educação, respeito, mobilidade. Isto faz parte da  Qualidade. Ouvi numa palestra: "Por que trabalhamos muito? Para ter mais dinheiro...E para quê queremos mais dinheiro? Para dar mais conforto e poder desfrutar junto com sua família..E com que tempo? (se o tempo que tem está trabalhando)... Isso me tocou! Quero mesmo aproveitar minha família e a mim mesmo.

3 - Autoconhecimento: essa é também uma missão eterna. Outra vez ouvi alguém falar que só se aprende algo, fazendo (acertando ou errando) mas fazendo. É claro que há uma grade diferença entre arriscar (considerando os riscos) e fazer uma loucura (onde nenhum risco é considerado). Mas quando pondero cada decisão minha eu sempre considero a premissa em que é melhor se arrepender por fazer do que por não fazer. Isso é autoconhecimento! 

Quanto a visão e valores, vou apenas citar para não me estender e ficar cansativo mas em resumo a missão nos define quem somos, a visão para onde queremos ir (esse pode por vezes mudar, no meu caso de 3 a 5 anos) e os valores são nossas característica e ferramentas que usamos para atingir nossa missão e visão.

Visão:
1 - Prosperidade
2 - Crescimento profissional
3 - Novos desafios

Valores:
1 - Caráter
2 - Família
3 - Meta e Planejamento
4 - Humildade
5 - Comprometimento
6 - Respeito
7 - Amizade

A partir dessas minhas informações é possível compreender os meus motivos de mudar para Portugal, antes de possíveis pré-julgamentos. Agora façam o julgamento que desejarem. Minha gratidão a todos que estão compartilhando essa nova fase da minha vida.